CLUBES temem auditorias rigorosas

No programa “Esporte em Discussão” da Jovem Pan dei – mais uma vez – a minha opinião sobre a gestão dos clubes brasileiros.
Nenhum clube brasileiro passaria com louvor se fosse auditado por uma empresa independente, séria, responsável e competente.
Alguns levantamentos mostram que vários clubes diminuiram o volume geral de suas dívidas. É verdade.
Mas, só isso não significa um primor de administração.
É preciso saber a verdadeira receita e a carga de despesas no periodo.
Conhecer profundamente os acordos com patrocinadores é fundamental.
Até o observador menos atento estranha quando uma marca quase desconhecida ocupa um espaço nobre .
Como “essa empresa tem poder financeiro para estar aí?” . É uma pergunta razoável.
Como todos sabem, números podem enganar e levar a uma análise distorcida.
Citei como exemplo o Flamengo.
O grande Flamengo.
Poderia ter me referido a qualquer outro poderoso clube.
A atual administração do Mengo teve o mérito de renegociar a carga assombrosa de dívidas que o clube tinha quando ela assumiu.
Dividiu, parcelou e ganhou novamente o direito de ter crédito na praça.
Fez aquilo que um treinador faz assumindo um time na lanterna da competição : qualquer coisa é melhor do que o comando anterior.
Bom.
O presidente Bandeira de Mello, administrador, trabalhou 35 anos no BNDES , era chefe do setor de Meio Ambiente.
Não há registro de atuar como um empresario de sucesso na vida privada.
Quando assumiu tinha ao seu lado , uma espécie de núcleo duro.
Carlos Langoni, economista, era um deles.
Ele foi presidente do Banco Central entre 1983 a 1985 e o país chegou a 200% de inflação.
Outro ator importante era Fabio Godinho, diretor juridico do grupo de Eike Batista. Godinho foi preso pela PF no início do ano.
A equipe contava , tambem, com Luiz Eduardo Baptista, presidente da Sky Brasil. Ele decidiu se afastar.
O departamento de futebol teve vários diretores.
Até o presidente Bandeira de Mello assumiu “interinamente”.
Hoje, o futebol do Flamengo é chefiado pelo auditor-chefe do Porto do Rio de Janeiro, Ricardo Lomba Villela Bastos.
O time ,no campo, fez uma temporada lamentável e termina o ano sem goleiro e sem centro avante.
Não é elogiável.
 
 
 
 

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