Delação de Teixeira, assusta

Advogados de Ricardo Teixeira conversam com autoridades dos Estados Unidos para ajustar um acordo de delação o mais rápido possível.
Como todo mundo sabe, Ricardo Teixeira tem uma linda casa na Flórida.
Os americanos estão muito interessados em saber a verdade sobre negócios feitos com empresas do país.
Além disso, querem conhecer a origem do dinheiro que Teixeira e seus parceiros fizeram passar pelos Estados Unidos.
E qual o valor de impostos não recolhidos.
O pessoal da NY quer saber o nome de todos os envolvidos nas negociatas.
As investigações envolvem inúmeros tipos de negócios: venda de direitos , patrocínios , eventos corporativos e muitos outros.
Ricardo Teixeira foi citado em investigações feitas em vários países.
O que interessa aos investigadores dos Estados Unidos é recolher aos cofres do tesouro “um dinheirão” .
Acertada a delação e o pagamento do prejuízo , é bem possível que o ex-presidente da CBF possa viver em Boca Raton sem utilizar tornozeleira…
Com a grande possibilidade de Teixeira e investigadores americanos se acertarem, muita gente tem perdido o sono em vários continentes.
Aqui no Brasil, personagens de vários “escalões” estão tensos.
E eles estão presentes em muitos setores de atividade.
O “elenco” é formado, entre outros, por dirigentes esportivos, executivos de empresas importantes e operadores financeiros .
Informações vindas dos Estados Unidos apontam que a investigação identificou algumas pessoas especializadas em indicar “offshore segura” para os cartolas e demais envolvidos com os malfeitos.
(Offshore é o nome comum dado às contas bancárias e empresas abertas em territórios beneficiários do estatuto de paraíso fiscal , geralmente com o intuito de pagar-se menos impostos do que no país de origem dos seus proprietários ou de ocultar a origem do dinheiro, de crime ou corrupção.)
Os personagens que desconfiam que seus passos estão sendo monitorados e que de alguma maneira se sentem seguros em seus países, evitam viajar até mesmo para zonas fronteiriças.
Eles tem como exemplo , a prisão de Salvatore Cacciola .
Ele ficou “seguro” por seis anos na Itália.
Um dia, resolveu tentar a sorte em um cassino do Principado de Mônaco. Foi preso.
Dificilmente veremos os investigados brasileiros indo passear em Foz do Iguaçu ou Campo Grande, por exemplo.

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