A agenda de Felipão

Felipão“Depois da presidente da República, o cargo mais importante do país é o de treinador da seleção brasileira de futebol” .

Ouvimos muito isso, não é? Descontado o exagero, a função é importante.
Milhões de brasileiros entendem que o “professor” tem em mãos um riquíssimo patrimônio nacional. Como se fosse uma imensa reserva de petróleo, por exemplo.
Então, seguindo nessa linha, o técnico da Seleção Brasileira deveria ter uma Agenda Oficial.
Como tem aquele que exerce a presidência da República. Hoje, se você entrar na internet encontrará os compromissos da presidente.
Funciona assim: 10 h – recebe o Presidente do Grupo B; 11h – recebe o Presidente do Grupo A; 14h recebe Líderes do Movimento D , por exemplo.
E treinador da Seleção, também , deveria informar diariamente, todos os seus compromissos. Ninguém sabe como ele exerce a sua função quando não está à beira do campo, nos raros treinos e jogos.
Seria ótimo abrir pela manhã a agenda do “professor” e tomar conhecimento dos seus passos.
Exemplo:
9 h – Café com o preparador físico
10 h – Reunião com o departamento médico
11 h – Reunião com a equipe administrativa
12 h – Almoço com Coordenador Técnico
14 h – Assistir DVDs do futebol africano (compactos)
15 h – Assistir DVDs do futebol asiático (compactos)
16 h -Assistir DVDs do futebol europeu
17 h – Assistir DVDs do futebol sul americano
18 h- Reunião com o presidente da CBF
19 h -Viagem para assistir no estádio o jogo das 22h
Claro, não faltarão compromissos. Discussões sobre táticas, treinamentos técnicos, avaliação individual de centenas de jogadores e leitura atenta de relatórios informativos.
Enfim, o trabalho do treinador da seleção deve ser muito mais intenso do que essa hipotética demonstração.
Exatamente, por esse motivo, seria maravilhoso e transparente, conhecer todos os passos diários do “professor”.
Além de registrar os telefonemas recebidos de jogadores, presidentes de clubes, empresários, agentes e dos poucos jornalistas que tem o seu número de telefone.
Sem dúvida, reforçaria ainda mais a tese daqueles que consideram o desgastante cargo como o de um poderoso e “incaível” primeiro-ministro.

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