Livro do Agassi é fantástico

Andre Agassi - OpenAutobiografia, para ser boa, tem que ser verdadeira. Não existe nada pior do que biografia chapa branca. Ganhei o livro “Open” sobre a vida do Agassi. Devorei 280 páginas. Termino de ler neste fim de semana. É uma delícia de leitura, mesmo para quem não curte tênis.

Agassi abre o coração. Não é mais um atleta alienado. É inteligente, sensível. Suas relações com a família e os amigos são intensas. Não é hipócrita. Questiona a vida, curte cinema, arte, teatro, música… Agassi tem uma enorme vontade de viver.

E é justamente esta vontade que fez com que Agassi odiasse o tênis. Seu pai, Mike, obrigou os filhos a serem tenistas profissionais. O caçula Agassi não teve escolha. Não teve infância. Agassi preferia jogar futebol, porque dividia a frustração das derrotas. Tênis é um esporte muito solitário. É uma história triste, mas apaixonante. Sua vida é um drama romântico.

Muitos amantes do tênis criticam o fato de Agassi ter escrito que não gostava de tênis. Bobagem. O livro é uma lição para 99% dos pais que colocam pressão nos filhos para que sejam tenistas profissionais. Muitos pais transferem suas angustias para os filhos e querem realizar seu sonho através deles.

Muitos criticam também o fato de Agassi ter assumido que tomou crystal. Até parece que atleta não usa droga. Ele não tomou para jogar melhor. Pelo contrário, nesta fase, perdeu todas. Chegou no fundo do poço. Viveu uma profunda depressão. Assim como todos os atletas que são pegos no anti-doping, disse que tomou por engano, numa latinha de refrigerante. Ninguém tem o direito de culpá-lo. Agassi é humano.

Foi curioso saber que sua maior preocupação eram a calvice. Ele usava peruca.

Espero que a tradução em português seja bem feita. Vale a pena.

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