Neymar vira Rei do Sub-23

weverton-defende-cobranca-de-penalti-da-alemanha-1471735553818_v2_600x337Roteiro incrível.

Até a simulação de contusão do Neymar foi dramática.

O atacante do Barcelona roubou a cena na final olímpica.

Weverton decidiu, fez a diferença, mas Neymar ficou com o último lance.

Diferente do Tafarel.

Neymar é predestinado.

A conquista foi maravilhosa. A euforia é tão grande que já começamos a ouvir comentários muito divertidos. Depois de levar uma surra na Copa, mostrar um futebol pífio nas Eliminatórias e ser vaiado durante toda a primeira fase no Rio 2016 já ouvimos frases do tipo: “Aprendemos a lição” ou “Esta equipe tem outra pegada”.

Divertido.

Torcedor torce e distorce. A pior distorção é daqueles que dizem “várias gerações tentaram e só esta conquistou”. Calma, primeiro é preciso ler um pouco, aprender a história, etc… Várias gerações não puderam disputar o ouro.

Até o final da Segunda Guerra o futebol era bem bagunçado nos Jogos. O Brasil só entrou na disputa em 1952 e mesmo assim com uma equipe com idade media de 18 anos. Não disputamos 56. Roma outra vez com garotada.

Não disputamos Olimpíadas com a seleção campeã em 58, 62 e 70.

Vale lembrar também que entre 1950 a 1970 os países do Leste Europeu mandavam suas seleções principais para enfrentar a garotada. Comunistas sempre burlaram os Jogos para fazer propaganda enganosa. Portanto, várias gerações de juvenis brasileiros disputaram contra velhas raposas. A disputa era super desigual e injusta.

Em Los Angeles 1984 FIFA e COI tentaram uniformizar a regra. Mesmo assim quem já havia jogado numa Copa não podia jogar Olimpíada. Os melhores jogadores brasileiros continuavam não participando das Olimpíadas. O Brasil mandou o Internacional de Porto Alegre e foi prata com Gilmar, Dunga, Mauro Galvão e Milton Cruz.

Em Barcelona 92 mudaram mais uma vez a regra: Só jogadores até 23 anos. Em Atlanta 2006 a regra permitiu a utilização de três acima dos 23 anos. Por isso o torneio olímpico sempre foi considerado torneio Sub-23 da FIFA.

Isso não tira o mérito dos campeões de 2016.

Campeão é campeão, ouro é ouro, o Brasil merecia ganhar da Alemanha e ganhou.

Cuidado só com a frase “várias gerações tentaram” porque isso é uma tremenda bobagem.

Quanto a evolução em dois anos, vamos aguardar as Eliminatórias.

O Brasil tem um confronto em Quito, lá será futebol de gente grande.

Enquanto isso podemos gritar que “Neymar é o Rei da garotada Sub-23”.

 

 

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