Sufoco Olímpico

Foto Lucas Uebel/Preview.com/Gazeta Press

gre-x-spfc-2Borges e Dagoberto foram irresponsáveis. O amarelo do Borges foi rigoroso. Não importa. Ele tinha obrigação de evitar confusão. Não. Foi lá e deu sem bola no Túlio. Burro. Na sequência, Dagoberto foi lá e deu um pau no Túlio. Mais burro ainda. Não foi jogo fácil de apitar. Foram muitos lances polêmicos. Jailson acertou em 99%. O único erro, foi grave. Aos 31′ da etapa final, Jean empurrou Fábio Santos na área. Pênalti claro. Iguais aos do Nielson no Maracanã. Só que Jailson não foi macho como Nielson. Calma, Souza e Perea também perderam gols incríveis.

Como sempre, os jogadores erraram mais que o árbitro.

O São Paulo tomou o gol quando estava melhor. Tinha mais posse de bola, conseguiu mais escanteios e fez apenas duas faltas, fruto da boa marcação. Aos 23′, na terceira falta, o Grêmio bateu na área. Rafael Marques fez de cabeça. Foi o 18o gol de cabeça do tricolor gaúcho. Especialidade da casa. Aos 31′, cruzamento do Hernanes e Dagoberto empatou. O gol fez justiça ao primeiro tempo.

Depois do intervalo, o Grêmio continuou apático. O São Paulo não arriscou. Aos 28′, Paulo Autuori foi ousado. Tirou Thiego e botou Perea. Merecia a vitória. O Grêmio botou fogo no jogo. O São Paulo ficou com o contra-ataque a disposição. Mas, Borges e Dagoberto foram expulsos e tiraram a possibilidade de vitória. O São Paulo passou sufoco. Aos 45′, Jean foi expulso. Não tinha opção.

Os olhos de Rafael Marques, babando, comprovam que a mala era boa. Empate paga?

O ponto para o São Paulo valeu como uma vitória.

Pontos corridos tem mais emoção e mais decisão.

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