Um Senado que gasta 3 bilhões e 400 milhões de reais para 81 senadores

A Mesa Diretora do Senado promete acabar com o pagamento de décimo quarto e décimo quinto salário para deputados e senadores. Os parlamentares recebiam até o vigésimo salário anual, mas com o veto aos pagamentos extras nas convocações extraordinárias, restaram os dois salários extras que agora os senadores avaliam acabar. Enquanto isso, a proposta de reforma administrativa foi rejeitada. Um projeto que pretendia economizar mais de 180 milhões de reais por ano e que sofre fortes resistências da burocracia do Senado Federal. Um orçamento de mais de 3 bilhões e 400 milhões de reais por ano e 10 mil funcionários entre os de carreira, cargos de confiança e terceirizados. Isso para 81 senadores. Um dos autores da proposta de reforma, deputado Ricardo Ferraço, do PMDB do Espírito Santo desabafa: uma perda de tempo. “Não posso entender como o Senado do Brasil e mais caro do que o Senado da França”, argumenta. O líder do PSOL, senador Randolfe Rodrigues, contribuiu para a rejeição da reforma administrativa do Senado. Admite que há exageros, mas argumenta que a mudança tem que ser radical e para a próxima mesa diretora. Qualquer proposta de reforma no Senado sofre resistência forte dos funcionários que se acomodaram no excesso de chefias e extras. A proposta de reforma administrativa foi prometida pelo senador José Sarney durante a crise dos atos secretos e escândalo de pagamento de horas extras não trabalhadas. Eram 181 diretores para 81 senadores.

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