“Maconha altera a formação cerebral,diminuindo regiões da memória e do raciocínio”, alerta a Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul

Izilda Alves   03/08/2017   Comentários desativados em “Maconha altera a formação cerebral,diminuindo regiões da memória e do raciocínio”, alerta a Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul | Shortlink:

Maconha, droga fumada no Brasil, principalmente por adolescentes e até por crianças, causa a diminuição da atividade de regiões do cérebro ligadas à memória e ao raciocínio, alerta a Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul. Em comunicado divulgado à população, a Associação adverte também para outros quatro graves riscos da maconha, principalmente, na adolescência: causa delírios, crises de pânico , alucinações e aumenta o risco de desenvolver esquizofrenia.

Agradeço ao doutor Sérgio de Paula Ramos o envio de cópia deste importante documento assinado pelo Presidente da Associação, Flavio Shansis, e pelo Coordenador do Departamento de Dependência Química da APRS, Leonardo Paim. No comunicado, a advertência às famílias, aos médicos e aos professores:

“A exposição precoce ao tetrahidrocanabinol (THC), principal composto ativo da maconha, altera a formação cerebral, levando a diminuição da atividade de regiões cerebrais ligadas à memória e ao raciocínio.Indivíduos que utilizaram maconha na adolescência, quando comparados àqueles que não a utilizaram, apresentam menores índices de QI, menores níveis educacionais, maiores níveis de desemprego e menor satisfação pessoal em seus relacionamentos.Além das consequências sociais e educacionais o uso precoce da maconha está associado ao surgimento de diversos sintomas psiquiátricos como crises de pânico e sintomas psicóticos como delírios (manias de perseguição) e alucinações (escutar vozes). Existem evidências consistentes de que o uso de maconha está associado, em algumas pessoas, ao desenvolvimento posterior de esquizofrenia. Isso ocorre especialmente entre os indivíduos que a utilizaram durante a adolescência, dentre os usuários pesados e naqueles com história familiar de esquizofrenia. Um único uso na vida aumenta duas vezes o risco de desenvolver esquizofrenia e pode ser responsável por até 14% dos casos. Quando o uso de maconha é pesado, pode haver um aumento de ate seis vezes no risco de desenvolver esquizofrenia.”


Fatos graves que motivam o Presidente da Associação e o Coordenador do Departamento de Dependência Química a chamarem a atenção do Ministério da Saúde e das Secretarias de Saúde para a urgente necessidade de campanhas de prevenção e tratamento: “O uso de maconha e de outras substâncias psicoativas, na adolescência, pode ser um fator de risco modificável para transtornos psiquiátricos graves, o que deve ser considerado central no debate sobre o tema e na estruturação de politicas públicas de saúde.”

http://aprs.org.br/nota-da-aprs-sobre-os-efeitos-do-uso-da-maconha/

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