“É omissão de  socorro não tratar o dependente de droga”, orienta  especialista

Izilda Alves   27/06/2017   Comentários desativados em “É omissão de  socorro não tratar o dependente de droga”, orienta  especialista | Shortlink:

“É omissão de socorro não utilizar  todos os recursos de que o dependente de  droga necessita em sua assistência”, orienta o Coordenador do Recomeço, programa do Estado de São Paulo de enfrentamento ao crack e outras drogas. O doutor  Ronaldo Laranjeira explica:

“A desorganização mental em dependentes químicos com altos índices de consumo de drogas é imensa, fazendo com que suas funções cognitivas não estejam íntegras. Isso impacta a memória, atenção, capacidade de pensar e executar tarefas normalmente. Seu julgamento e poder de decisão são fortemente comprometidos. É dever do médico buscar o melhor para o paciente, provendo assistência em saúde de qualidade.Sou defensor do cumprimento da lei nº 10.216, de 2001, que prevê que o médico pode decidir pela internação involuntária ou o juiz pode determinar uma internação compulsória de pacientes -em todo caso, apenas em casos extremos. Quando o dependente químico tem acesso à assistência com começo, meio e fim, composta de uma linha de atendimento com recursos ambulatoriais, de internação e reinserção social, a chance de sucesso no tratamento é infinitamente maior, raramente necessitando de internações forçadas.”

De 2013 a 2016, o Programa Recomeço , mantido em São Paulo pela Secretaria Estadual da  Saúde, “ fez 53.214 triagens e acolhimentos e viabilizou a desintoxicação hospitalar de 11.507 pacientes -8.904 voluntários, 2.580 involuntários e 23 compulsórios”.

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