Aos 79 anos, mãe se desespera ao ser ameaçada pelo filho dependente de drogas

Izilda Alves   20/03/2017   Comentários desativados em Aos 79 anos, mãe se desespera ao ser ameaçada pelo filho dependente de drogas | Shortlink:

“Se tiver que bater na sua cara mãe, pra conseguir dinheiro, eu bato!”, ouviu  mãe  do filho de 61 anos, internado por dependência de bebida, maconha e crack. Aos 79 anos,  a  senhora procurou o Amor  Exigente para entender o que  está  acontecendo com o filho . Ela  sente  culpa e vergonha:

 “Ele foi o meu primeiro filho. Eu tive ele com 18 anos. Sofri muito com meu marido. Mas trabalhei até em fábrica para sustentar minha família. Depois, com a morte do meu marido, vim para São Paulo, onde casei pela segunda vez. Ele era o meu menino. Chegou a se formar em marcenaria, casou, teve dois filhos. Chegou a ter três carros na garagem.Mas fumava maconha. Ficou mais desleixado com o trabalho.Boa parte do que ganhava era para a maconha.  E acabou sendo abandonado pela mulher e pelos filhos.  Experimentou outras drogas. Perdeu os carros. E chegou no crack. Deixou de trabalhar. Passou a morar sozinho. E eu ajudava. Pagava  o aluguel, fazia o supermercado de 500 reais por semana e ainda dava 120 reais por semana para ele. Eu sentia pena. Me sinto culpada. Eu ganho aposentadoria. E ele pedia sempre dinheiro. E eu dava. Eu ia na casa dele e voltava em desespero. Era uma casa imunda.  Parecia a cracolândia.  Ele levava pra lá outras  pessoas para usar droga com ele. Eu me queixava todo dia pra minha filha. Ele brigava na rua. Voltava ensanguentado.”

No dia da internação, a mãe ouviu o filho gritar ameaçando:

“Quando eu sair, mãe, vou te matar!”

Na  reunião, esta  mãe   se desespera, chora: “ Eu me sinto culpada.  O que será que estão fazendo com o meu filho? Eu não consigo dormir de preocupação.”

Assim é a  preocupante realidade  do uso de  drogas. Depoimentos que se  repetem nas  reuniões do Amor  Exigente, explica Miguel Tortorelli, Vice-Presidente  da Federação do Amor  Exigente, que atende 100 mil dependentes e suas famílias , gratuitamente, no Brasil. Miguel  explica às mães:

 

 

Na clínica estão tratando  seus filhos. Se eles estivessem usando drogas estariam se matando. As senhoras não têm culpa. As senhoras fizeram tudo por eles e continuam fazendo.  Não se arrependam. Não se culpem. Usar droga foi escolha deles.Nas clínicas, terão todo o tempo para se tratarem e repensarem  as vidas deles.”

 

A Federação do Amor  Exigente  é  exemplo no tratamento hoje no Brasil. Por isso o Instituto Jovem Pan vai doar  à  Federação toda a renda líquida com a  venda do livro “Guerra pela vida- A  campanha  da  Jovem Pan contra as  drogas”, que  escrevi contando depoimentos como este  de  quem usou drogas e de suas famílias. As  explicações são de  17 especialistas e do criminalista Mário de Oliveira Filho, nosso Consultor Jurídico.

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